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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012
Operação Estocolmo cumpre oito mandados de prisão e 46 de apreensão em Manaus
 

De acordo com o delegado geral de Polícia Civil, Josué Rocha, as investigações correm em segredo de Justiça. Os presos serão encaminhados para a sede da Delegacia Geral.
 
Manaus - A Polícia Civil, em parceria com a Polícia Federal e o Exército, deflagrou em Manaus, na manhã de sexta-feira (23), a Operação Estocolmo para combater a exploração sexual infantojuvenil e o agenciamento de mulheres para a prostituição. Mais de 200 policiais civis e 20 agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão na capital do Amazonas.
 
Foram expedidos pela Justiça 46 mandados de busca e apreensão e oito de prisão, todos com execução em Manaus. A Polícia Federal participa da operação em razão de um dos investigados ser um cônsul holandês.
Os oito presos, segundo o delegado geral da Polícia Civil, Josué Rocha, estão diretamente envolvidos com o agenciamento das menores para a rede de prostituição. Dos objetos apreendidos, entre eles CDs, DVDs, computadores e câmeras fotográficas, há mais de mil mídias para a polícia analisar nos próximos trinta dias.
Após a perícia nesses materiais, o laudo será anexado ao inquérito e encaminhado à justiça.
No dia 21 deste mês, a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão em casas de clientes da rede de prostituição, 31 em residências de vítimas, entre menores e mulheres, e oito mandados de prisão para exploradores. Um dos mandados de busca é para a casa do holandês, que devem ser executados por agentes da PF.
O delegado geral informou que a investigação teve início em maio deste ano, após a mãe de uma das vítimas, uma adolescente de 13 anos, procurar a Delegacia da Criança e do Adolescente para relatar a exploração que a filha sofria por membros do esquema. Na operação, que corre em segredo de Justiça, foram utilizadas interceptações telefônicas.
Embora não tenham sido divulgados os nomes dos investigados, vários deles possuem alto poder aquisitivo e grande influência política na cidade, o que, para o delegado, facilita o acesso às meninas.
Rocha ressalta que a operação continuará e afirma que, municípios que fazem fronteira com Manaus terão nomes investigados por se tratar de uma rede de exploração sexual.

O nome da operação se deve ao primeiro Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes realizado na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 1996. Também remete à síndrome de Estocolmo, no qual vítimas de sequestro que permanecem um longo tempo com seus raptores passam a vê-lo como um cuidador e criam um vínculo afetivo. De acordo com a polícia, muitas meninas exploradas sexualmente não se vêm como vítimas. 

Fonte: Portal 24 AM

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